Haiti: um país em reconstrução
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O Haiti é um país com história semelhante à maioria dos colonizados da América. Explorado pelas potências mundiais, foi disputado e dividido por França e Espanha desde sua ocupação com Cristóvão Colombo até o final do século XVIII. Após uma revolta liderada pelos próprios escravos, o país anunciou a abolição, primeiro passo para a independência, que veio em 1803. A partir disso, o país travou disputas territoriais com a vizinha República Dominicana e vivenciou uma série de golpes de Estado, que culminaram em uma sucessão de ditaduras. A sequencial supressão dos direitos fundamentais do povo, aliada à instabilidade política, contribuiu para a formação de grupos armados com motivações partidárias, que ao longo dos anos passaram também a controlar territórios e promover ações violentas. Em fevereiro de 2004, o conflito interno se agravou e culminou com a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. Bonifácio Alexandre, presidente da Suprema Corte, assumiu o cargo interinamente e pediu auxílio à ONU para conduzir o processo eleitoral democrático e a construção da paz no país. Em junho do mesmo ano, o general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro Pereira foi designado para o comando da Minustah, Força de Paz designada pelas Nações Unidas para o Haiti. Atualmente, quem comanda as tropas é o general Carlos Alberto dos Santos Cruz. Hoje, três anos depois, o país ainda depende dos “capacetes azuis” (como são conhecidos os soldados que integram forças de paz da ONU) para a manutenção da paz, mas a realidade é diferente. Em janeiro de 2006 o país elegeu René Peval como presidente. O processo eleitoral não transcorreu de forma serena em todo o país, mas foi elogiado por organismos internacionais por seu caráter pacífico. Ainda há muito o que fazer pelo Haiti. A polícia nacional é dependente dos soldados estrangeiros para garantir a segurança da população, alguns bairros ainda carecem de serviços básicos, como água, postos de saúde e educação de qualidade, a violência contra a mulher e contra a criança precisa ser combatida, bem como o envolvimento de jovens em grupos armados. Este dossiê aponta os acertos na reconstrução do Haiti e pretende contribuir para que os erros sejam conhecidos, compreendidos e evitados. Em outros sites: (Especial da Radiobras sobre as eleições de 2006) (Notícias sobre operações da Minustah e situação política, econômica, social e de segurança no Haiti) Minustah (em francês) Demanda de Armas Ligeras y Violencia en el Caribe: (Documento resultante de encontro internacional do American Friends Service Committee em Cuba, 2004) Documentos sobre o Haiti no site do American Friends Service Committee (em inglês) |
A paz restituída a um bairro em conflito (Robert Montinard, encarregado da Comissão Nacional de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração) Menos armas, mais paz no Haiti (Alix Fils-Aimé, presidente da Comissão Nacional de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração) Haiti na cadência do Samba (Samba Boukman, representante do governo na Comissão Nacional de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração) Crianças no meio do fogo cruzado (Massimo Toschi, chefe da Unidade de Proteção à Criança da Minustah) As crianças do Haiti não podem esperar (Bertrand Njanja Fassu, do Setor de Proteção à Criança da Unicef no Haiti) Capoeira estimula diálogo entre jovens do Haiti Honra, respeito e água para Bel Air MSF: Número de vítimas de armas de fogo aumenta no Haiti Oxfam prepara lançamento de campanha nacional contra armas de fogo no Haiti |








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