MSF: número de vítimas de armas de fogo aumenta no Haiti
O Haiti continua a lutar contra a violência e a instabilidade às vésperas das eleições presidenciais marcadas para fevereiro. A violência armada e os seqüestros ameaçam a vida de milhares de pessoas na capital Porto Príncipe.
Esta semana, a organização humanitária intrnacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou um comunicado apelando aos grupos armados para respeitarem a segurança de civis e de agentes humanitários.
Segundo a organização, houve um crescimento alarmante do número de vítimas das armas de fogo desde dezembro do ano passado. Nos últimos 14 meses, a equipes médicas já trataram mais de 1.500 feridos por armas de fogo, sendo metade deles mulheres, crianças e idosos.
Para Loris de Felippi, coordenador de um dos hospitais da capital, "é inadmissível que tantas vidas tenham que ser perdidas diariamente durante os tiroteios". Recentemente, o MSF publicou um relatório divulgando a lista com as 10 maiores crises humanitárias de 2005. Entre elas, está o conflito no Haiti.
Desde a expulsão do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide do país, em fevereiro de 2004, a segurança tem sido o principal problema no Haiti, principalmente na capital que está sob o domínio dos grupos armados, mesmo com a ação da Missão de Estabilização da ONU (Minustah).
Na semana passada, a organziação internacional Oxfam anunciou o lançamento de uma campanha contra o uso de armas de fogo ilegais no Haiti, onde, segundo a ONU, existem mais de 200 mil armas de fogo em circulação.
Fontes: VOA News e MSF
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